MARIA É COROADA!
Proponho-me, no escrito que segue, não desenvolver um tratado de Mariologia, mas apenas expressar um fato concreto; dividir a minha experiência de fé e devoção mariana.
Como sabemos a Igreja dedicou o mês de maio à devoção a Mãe de Jesus. O Papa Pio XII instituiu a festa da Coroação de Maria como Rainha do Céu, determinando que se fosse celebrada no dia 31 de maio, o “mês de Maria”. Em muitas comunidades de metrópole, bem como em interiores mais esquecidos, este é um mês muito vivo em orações e atividades dedicadas a: devoção, invocação, petição, e louvação à Maria Santíssima.
No ultimo dia de maio, portanto, muitos sonham em carregar a coroa da mãe de Deus, outros em cantar solenemente no momento da coroação, outros ainda em apenas contemplar esse momento comovente. É extraordinário! A solenidade de coroação de Maria gera em nós, uma emoção inexprimível, inefável, inexplicável: choro, alegria, arrepios, amparo, consolo... É assim a sensação de muita gente que participa e contempla esse gesto tão simples e tão majestoso.
Que bom saber que temos uma mãe rainha! Ela é o tecido vivo da Igreja, foi Eva, nossa primeira mãe de quem a Virgem é réplica celestial. Há quem diga que ela não é nem rainha nem nossa mãe. Mas se ela é mãe de Jesus, não podemos negar isso. Pois Jesus é Rei, Jesus é nosso irmão. A própria Escritura nos diz que somos irmãos em Cristo. Pois bem, Maria é a mãe do Rei (Jesus), por isso é Rainha. É claro que o lugar da Virgem é diferente do lugar do Cristo: ele é Deus encarnado e ela e o ser humano divinizado; mas quando o Cristo sobe ao Pai, nos deixa uma Mãe. Entrega-nos pessoalmente, para que sua mãe seja mãe da Humanidade; diz pregado na Cruz ao seu discípulo João: “EIS AI TUA MÃE”. (Jo, 19,27).
Pode se ter uma visão completa das coisas se o elemento feminino for eliminado? A maternidade impregna algo muito profundo, uma matéria que sublima, se abri, caminha ao encontro da graça, como um cálice recebendo a vida, algo que sobe mais alto que os querubins e os serafins.
O motivo de tanta emoção com a coroação de Maria, talvez porque nos sintamos príncipes e princesas, pois temos uma mãe rainha. Que entusiasmo, pois como princesas e príncipes podemos dizer que também somos coroados.
Neste entendimento, tem um pequeno perigo: o nosso orgulho. Imaginamos logo uma coroa de ouro, belíssima, valiosíssima; esquecemos a coroa que Cristo recebeu. Devemos ser príncipes e princesas sim, mas coroados de amizade, simplicidade, honestidade, perdão, bondade, de amor.
Convido a cada um e a cada uma, portanto, a participar da solenidade de coroação de Nossa Senhora, nossa Mãe, e sentir-se príncipe e princesa coroados de amor. Dia 31 de maio, é um dia propício de rezar à Maria Santíssima, de ser abençoado por ela, fazer a experiência de ser coroado, pois a Igreja celebra sua Visitação e sua coroação.
José Renato Peixinho
DEFENDER OU DESTRUIR A VIDA?
A Igreja (católica) do Brasil, assim como faz a cada ano, lançou a Campanha da Fraternidade, simultaneamente ao período quaresmal, tempo propício para refletir e repensar nossos gestos, pensamentos e atitudes quotidianos. Neste ano somos convidados a refletir e defender o que há de mais valioso e sagrado na existência: A VIDA. Porém, esse é um tema que está aberto a reflexões e ações em todo tempo.
Há quem diga que, nos dias de hoje, é desafiador “levantar a bandeira” em favor da vida. Mas existe realmente pessoas que são contra a vida?
No mais profundo do ser humano existe na verdade um grande desejo de defender e preservar a vida, a não ser em alguns casos anormais. Vemos, portanto, vários grupos e meios distintos defendendo a vida: Igrejas, movimentos, políticos, estudantes, professores, grupos de favelas, programas de rádio e televisão, sites na internet, uma unanimidade a favor da vida.
Se é assim, por que parece tão desafiador uma campanha em defesa da vida?
O maior problema me parece, é que cada vez mais, a consciência humana já não consegue distinguir o que é bem e o que é mal. Toda pessoa sensata escolhe a vida, mas dizendo-se defensor da vida, às vezes se provoca muito mais morte. Por isso, para alguns analistas vivemos numa cultura de morte. Matar um feto ou uma criancinha que ainda não nasceu; matar um “velhinho” que já não serve mais, às vezes, só porque não tem mais a energia dos “novos” é visto como ato de amor.
Para defender a vida muitos são totalmente contra o uso e manipulação das células-tronco embrionárias, em defesa da mesma vida muitos são totalmente favoráveis. Semelhante a isso são as realidades do aborto, da eutanásia, do uso de preservativo, violências diversas, agressão ao meio ambiente. Há muita destruição da vida em nome da sua defesa. Vivemos em um momento crítico e decisivo em que a humanidade se vê diante da possibilidade real de auto destruição. O perigo é “em nome do progresso a humanidade se regredir a um estilo de vida de tempos que foram denominados de bárbaros”.
Cada pessoa, por conseguinte, sobretudo nós cristãos, neste momento da história, somos responsáveis e devemos agir em vista não de frear o progresso ou prender as pessoas à nossa forma de pensar, mas para evitar que o pior possa acontecer. O objetivo geral da Campanha da Fraternidade é muito claro: a Igreja e a sociedade devem defender e promover a vida humana, desde sua concepção até a sua morte natural, dom de Deus e co-responsabilidade de todos na busca da sua plenificação. Compromisso ético e de amor fraterno.
Finalmente, em todas as circunstâncias escolhe sempre o caminho da vida em Deus. E este se dar de forma mais plena dentro da Igreja. Sejamos Igreja de Cristo.
José Renato Peixinho
Estudou quatro semestres de Licenciatura em Filosofia e estuda segundo ano de Teologia na Faculdade São Bento da Bahia. É Seminarista da Diocese de Alagoinhas - BA.
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